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O que a ansiedade pode causar no corpo? Conheça 10 sintomas

Qualquer pessoa pode experimentar a ansiedade de vez em quando e, para a maioria, a sensação de ansiedade se manifesta no corpo. Alguns sintomas são mais breves do que outros - eles podem durar alguns minutos ou até mesmo dias. No entanto, para alguns, a ansiedade é mais do que apenas resultado de preocupações passageiras, causando sintomas bastante desconfortáveis e perda da qualidade de vida. Saiba identificar o que a ansiedade pode causar no corpo a seguir!

O que é ansiedade?

Um estado de alerta constante, uma apreensão desagradável, um medo iminente - essas são algumas das definições da sensação de ansiedade. A verdade é que a ansiedade faz parte das emoções humanas normais e pode ser muito útil em um certo nível para melhorar o desempenho do corpo e do cérebro.

É a ansiedade que faz a adrenalina entrar em cena, desencadeando um processo conhecido como "luta ou fuga". Esse mecanismo prepara a pessoa para confrontos físicos ou para fugir de ameaças. Sendo assim, a ansiedade num contexto de assalto ou de ter que fugir de um cão feroz pode salvar a vida de uma pessoa.

Mas, quando esse mecanismo suscitado pela ansiedade começa a ser disparado em situações corriqueiras, onde não há nenhuma ameaça à vista, isso prejudica a qualidade de vida, causando muito sofrimento. Brigas, contas a pagar, pressão no trabalho, trânsito… Essas situações desagradáveis comuns podem motivar a ansiedade.

Tipos de ansiedade

A ansiedade pode se manifestar de diferentes formas, mas todas têm o medo como base. O National Institute of Mental Health define que os principais tipos de ansiedade são:

➜ Fobia específica: ansiedade expressiva causada pela exposição a um objeto, animal ou situação. Ex: andar de avião, fobia de palhaço, etc.

➜ Ansiedade social: ansiedade muito intensa causada por situações sociais como falar em público.

➜ Transtorno de estresse pós-traumático: quando a ansiedade se manifesta por meio de pensamentos intrusivos e angustiantes, hipervigilância, problemas de sono, retraimento social, etc. Isso ocorre geralmente após uma experiência traumática que envolveu risco de vida ou morte de pessoas próximas.

➜ Transtorno de ansiedade generalizada (TAG): medo e preocupações excessivas com uma variedade de situações comuns da vida. Esse tipo de ansiedade pode provocar sintomas físicos, como tensão muscular, insônia, tontura, etc.

➜ Crises de pânico ou transtorno do pânico: se refere a uma ansiedade intensa e repentina que causa medo, perda de controle e muita apreensão. Os sintomas físicos de uma crise de pânico incluem falta de ar, palpitações, sudorese, sensação de morte, etc. Crises de pânico recorrentes podem levar uma pessoa a evitar sair de casa.

➜ Transtorno obsessivo compulsivo (TOC): inclui pensamentos angustiantes recorrentes e comportamentos repetitivos incontroláveis que tem a finalidade de reduzir a ansiedade. Os sintomas do TOC causam sofrimento intenso que interferem na qualidade de vida.

Quais as causas da ansiedade?

As causas exatas dos transtornos de ansiedade não são completamente esclarecidas. Atualmente, se acredita que a ansiedade seja desencadeada por uma combinação de fatores genéticos, ambientais e comportamentais.

Estudos sugerem que a variação genética é crucial para o desenvolvimento da ansiedade assim como fatores ambientais ou experiências traumáticas. O National Institute of Mental Health indica que o cenário químico do cérebro vem sendo estudado, pois as áreas do órgão que controlam a resposta ao medo estão intimamente envolvidas no desenvolvimento da ansiedade.

O que a ansiedade pode causar no corpo? 10 sintomas da ansiedade

Apesar dos sintomas variarem muito de pessoa para pessoa, por via de regra, o corpo reage de uma forma bem específica à ansiedade. Todo o organismo entra em estado de alerta à procura de possíveis "ameaças". Como resultado, alguns sintomas que a ansiedade pode causar no corpo incluem:

1. Alterações respiratórias (respiração ofegante)

Durante uma crise de ansiedade, a respiração pode se tornar rápida e "curta". É a chamada hiperventilação que permite que os pulmões absorvam oxigênio de forma mais rápida. Esse oxigênio extra entra rapidamente e ajuda o corpo a se aprontar para lutar ou fugir.

A respiração ofegante geralmente provoca sensação de falta de ar ou dificuldade para respirar. Essa percepção pode fazer a crise de ansiedade piorar causando tonturas e sensação de desmaio. Por isso, é fundamental trabalhar a respiração lenta e profunda durante uma crise para resgatar o ritmo respiratório normal.

2. Alterações na frequência cardíaca

A taquicardia pode ser um dos sintomas que a ansiedade provoca no organismo. Uma frequência cardíaca mais acelerada significa um maior fluxo sanguíneo para os músculos - e isso é importante para o corpo conseguir sair correndo do inimigo se for preciso.

Junto com isso, ocorre também a vasoconstrição, que é quando os vasos sanguíneos se estreitam. Como resultado, o corpo pode experimentar alterações de temperatura corporal. Estudos relacionando doenças cardíacas com ansiedade encontraram que a ansiedade pode estar associada a disfunções no endotélio vascular. De acordo com o estudo, pacientes com ansiedade têm dilatação dos vasos mediada por fluxo sanguíneo prejudicada.

3. Problemas digestivos

A descarga hormonal que ocorre durante uma crise de ansiedade trava alguns processos que o corpo não considera essenciais em uma situação de perigo. Um dos processos comumente bloqueados nessa situação é a digestão. Em decorrência disso, pode ocorrer náusea, diarréia, dores estomacais e falta de apetite.

Estudos revelam que o estresse emocional gerado pela ansiedade e depressão estão relacionados a várias doenças digestivas e podem ser fatores de risco para o desenvolvimento da síndrome do intestino irritável (SII) e esofagite de refluxo.

4. Tensão ou dor muscular

A ansiedade é frequentemente acompanhada de hiperatividade muscular. Segundo um estudo, a musculatura do corpo como um todo recebe maior inervação em pessoas que estão ansiosas. Por outro lado, conforme afirmação de alguns pesquisadores, sentimentos e pensamentos ansiosos são improváveis quando os músculos estão profundamente relaxados. Isso revela que buscar o relaxamento muscular pode ser crucial para pessoas que sofrem de ansiedade.

5. Dor de cabeça/enxaqueca

Estudos revelam que os transtornos de ansiedade são duas a dez vezes mais comuns em pacientes com enxaqueca. Além disso, a ansiedade pode ser um fator de risco importante para a progressão de uma enxaqueca episódica para a enxaqueca crônica.

Nesse mesmo contexto, um estudo verificou que a ansiedade estava mais fortemente associada ao aumento do risco de enxaqueca do que a depressão. A falta de capacidade para controlar as preocupações e relaxar são os fatores mais relevantes no desenvolvimento da enxaqueca motivado pela ansiedade.

6. Dificuldade de concentração

De acordo com estudos, pessoas com Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) usualmente relatam dificuldades de concentração, pois não conseguem parar de se preocupar. A afirmação de que a preocupação intensa pode levar à dificuldade de concentração é, inclusive, apoiada por vários modelos teóricos de transtornos de ansiedade. Um estudo analisou que a dificuldade de concentração estava presente em níveis clinicamente significativos em quase 90% dos participantes com ansiedade. Isso evidencia que a ansiedade pode causar prejuízos expressivos na produtividade, nos resultados e na evolução da vida profissional de uma pessoa.

7. Fadiga

Ser ansioso cansa, literalmente. Por isso, pessoas com ansiedade frequentemente se sentem cansadas ao extremo. Pesquisas mostraram que a fadiga está fortemente associada a vários transtornos psiquiátricos, em particular, ansiedade, depressão e sofrimento psicológico geral.

Manter-se em constante estado de preocupação e alerta deixa o corpo exaurido e, em adição a isso, pessoas com ansiedade comumente têm problemas de sono também. Esse conjunto de fatores faz com que a fadiga seja uma das consequências da ansiedade.

8. Sudorese

Ondas de calor, rubor e sudorese são sintomas regularmente relatados por indivíduos com transtornos de ansiedade. O sistema que pode estar envolvido nessa manifestação é o sistema termo sensorial/termorregulatório. Um estudo realizado com indivíduos com transtorno de ansiedade mostrou que os participantes exibiram mais rubor e sudorese no confronto com situações fóbicas. Os participantes com transtorno do pânico foram caracterizados por sudorese diária mais intensa, bem como sudorese aumentada durante tarefas estressantes. Em outras palavras, a ansiedade faz o corpo suar mais!

9. Vontade incontrolável de urinar (bexiga hiperativa)

A vontade de urinar com urgência, mesmo que a bexiga não esteja cheia, pode ser um sinal de ansiedade. A chamada bexiga hiperativa (BH) representa uma síndrome caracterizada por uma miríade de sintomas do trato urinário que incluem urgência urinária geralmente com alta frequência.

De acordo com um estudo, pacientes com BH relataram mais sintomas de ansiedade além de sintomas de incontinência mais graves, pior qualidade de vida e mais dificuldades psicossociais em comparação aos pacientes com BH sem ansiedade. Esses achados mostram que existem correlações positivas importantes entre a gravidade dos sintomas de ansiedade e os sintomas de bexiga hiperativa.

10. Perda ou aumento de apetite

O apetite é regulado por diversos hormônios e neurotransmissores que modulam fome, saciedade e mobilidade intestinal. Estudos sugerem que o fator liberador de corticotropina afeta o sistema digestivo, aumentando a secreção do suco gástrico para acelerar a digestão, podendo levar à supressão do apetite. Isso ocorre principalmente durante uma crise de ansiedade para possibilitar a luta ou a fuga com mais eficiência. Ademais, diversas pessoas com ansiedade relatam pouca fome ou falta de apetite com frequência.

Por outro lado, pessoas que experimentam a ansiedade de forma mais leve e com menor regularidade podem ser mais propensas a buscar alívio e conforto na comida. Um estudo sugere que a ansiedade promove o consumo calórico maior, especialmente de alimentos ricos em gordura. O estudo também indicou que a ansiedade altera as respostas cerebrais que sinalizam saciedade, manifestando que a ansiedade pode ser um importante fator de risco para o sobrepeso e obesidade.

Como tratar a ansiedade?

Atualmente, há uma variedade de recursos terapêuticos para a ansiedade - e a escolha pelos recursos mais adequados deve ser baseada nas causas da ansiedade. Essa investigação e diagnóstico precisa, necessariamente, ser realizada por um médico psiquiatra ou psicólogo.

Segundo o National Institute of Mental Health, os principais recursos terapêuticos para ansiedade incluem:

  • psicoterapia;
  • medicações (ansiolíticos e antidepressivos);
  • exercícios físicos;
  • meditação mindfulness/yoga.

Felizmente, um amplo campo de pesquisa sobre nutrientes que poderiam auxiliar no tratamento da ansiedade têm despontado nos últimos anos. Essa área de interesse provavelmente surgiu a partir do entendimento de que o estado nutricional desempenha um papel importante na saúde mental e, a má nutrição, pode contribuir de alguma forma para a patogênese de distúrbios como a ansiedade.

Nesse contexto, um estudo analisou que o uso de um suplemento contendo vitaminas do complexo B, vitamina C, magnésio e outros minerais, promoveu um efeito benéfico nos sintomas de ansiedade de adultos jovens. Esse achado demonstra que um suplemento para ansiedade pode ser eficiente para amenizar as suas manifestações.

Uma meta-análise robusta publicada em 2020 também constatou benefícios da suplementação de certos nutrientes para a ansiedade e outros transtornos mentais. A pesquisa encontrou que as vitaminas do complexo B combinadas com alguns minerais amenizaram sintomas de ansiedade aguda e estresse pós-traumáticos.

Sendo assim, um suplemento para ansiedade pode ser um recurso eficiente quando combinado com outros tipos de terapia.

Agora que você já sabe identificar o que a ansiedade pode fazer com o seu corpo, procure se manter atento aos sinais e, se necessário, busque ajuda de um psiquiatra ou psicólogo para investigar as causas da sua ansiedade.

Referências

Conteúdo escrito por Rafaela Galvão, publicitária pela ESPM-SUL e estudante do 7˚ semestre de nutrição na Unisul. Desenvolve projetos de comunicação e produção de conteúdo para a área da saúde desde 2016.

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