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Hipertireoidismo na gravidez: causa, sintomas e cuidados

A disponibilidade adequada de hormônios tireoidianos é essencial para uma gestação sem complicações, afinal, estamos falando de uma glândula que regula funções importantes no organismo. Estudos relatam que o hipertireoidismo na gravidez tem implicações expressivas tanto para a mãe quanto para o feto e, por isso, o manejo adequado desse distúrbio é fundamental para evitar resultados adversos na gestação até o pós parto. Mas, muito além do tratamento, o controle do hipertireoidismo gestacional passa por cuidados específicos em que alguns suplementos naturais devem ser evitados. Saiba tudo sobre isso a seguir!

O que é hipertireoidismo?

O hipertireoidismo é uma condição comum na qual a glândula tireoide é hiperativa e produz muito hormônio tireoidiano. Esse funcionamento hiperativo resulta na liberação excessiva dos hormônios tiroxina (T4) e triiodotironina (T3) e, quando não tratado, pode levar a outros problemas de saúde.

Já o hipertireoidismo que surge na gravidez é um tanto quanto raro, ocorrendo em aproximadamente 1 a 2 casos a cada 1.000 gestações. Entretanto, esse distúrbio da tireoide deve ser identificado o quanto antes possível, pois está associado a uma ampla gama de resultados adversos para a gestação e desenvolvimento do bebê.

Hipertireoidismo na gestação

O diagnóstico do hipertireoidismo na gravidez envolve tanto os sintomas clínicos quanto os achados laboratoriais. Quanto aos marcadores laboratoriais, numerosos estudos recentes indicam que os limites superiores fixos comumente usados para hormônio estimulante da tireoide (TSH) são muito baixos para definir uma função tireoidiana anormal. Por outro lado, um crescente número de estudos expressa que formas mais leves de disfunção da tireoide também estão associadas a resultados adversos da gravidez. Sendo assim, as referências laboratoriais por si só podem não ser o melhor indicador de tireoide alta na gravidez.

Dito isso, os sintomas clínicos são critérios chave para diagnosticar esse distúrbio da tireoide nas gestantes. Um dos principais sinais de que a tireoide de uma gestante está hiperativa é a ausência de ganho de peso mesmo com o aumento do apetite e aumento da ingestão de alimentos. Entretanto, há outros sintomas, como:

  • calor e suor excessivo;
  • cansaço;
  • mãos trêmulas;
  • batimentos acelerados;
  • ansiedade;
  • diarreia ou evacuações frequentes;
  • problemas oculares;
  • náusea;
  • perda de peso inexplicável.

Ainda assim, esses sintomas podem ser confundidos com sintomas decorrentes das alterações hormonais comuns da gestação. Portanto, é essencial contar com um médico especialista para fazer uma boa investigação.

Causas do hipertireoidismo na gestação

Alterações no funcionamento da tireoide ocorrem geralmente em pessoas com histórico familiar de distúrbios tireoidianos ou outras condições autoimunes. Dessa forma, a maioria das mulheres grávidas com hipertireoidismo já é diagnosticada antes da concepção e terá recebido o tratamento anteriormente.

Sendo assim, a maioria das gestantes com hipertireoidismo já teve problemas na função da tireoide antes de engravidar. Um diagnóstico de hipertireoidismo totalmente novo durante a gestação é, na verdade, um tanto quanto improvável. Isso porque, esse distúrbio quando não tratado está associado à redução da fertilidade.

Estudos expressam que a doença de Graves é a causa mais frequente de hipertireoidismo na gravidez, sendo responsável por 85% dos casos. A doença de Graves é uma condição autoimune, causada especificamente pela estimulação da tireoide por anticorpos estimuladores do receptor de tireotrofia. Mulheres que possuem doença de Graves estável podem experimentar um agravamento da doença no início da gestação. Porém, isso se estabiliza com o tratamento adequado.

Complicações do hipertireoidismo na gravidez

Há diversos problemas que podem ocorrer na gestação caso o hipertireoidismo não seja tratado ou seja tratado de forma incompleta. As principais complicações incluem:

  • maiores chances de eclâmpsia;
  • arritmia cardíaca;
  • parto prematuro;
  • hipertensão na gestante;
  • deslocamento da placenta;
  • maior chance de aborto;
  • baixo peso ao nascer;
  • malformações fetais;
  • problemas no funcionamento da tireoide do bebê.

Cuidados e tratamento

Gestantes com hipertireoidismo precisam de tratamento cuidadoso e, segundo estudos, existem apenas três recursos terapêuticos reconhecidos para o hipertireoidismo:

  • terapia com radioiodo;
  • terapia medicamentosa antitireoidiana;
  • cirurgia.

Geralmente, apenas a terapia medicamentosa é considerada para o tratamento do hipertireoidismo na gravidez. As medicações ajudam a regular e normalizar a produção de hormônios pela tireoide - e é fundamental que o tratamento seja realizado conforme a orientação do médico.

Outro ponto importante é o cuidado com certos suplementos naturais que estimulam a produção hormonal, como, por exemplo a maca peruana em cápsulas. Estudos relatam que a maca peruana exerce sua ação terapêutica estimulando a hipófise a produzir e secretar hormônios precursores. Esse efeito impulsiona uma maior produção hormonal da glândula adrenal, tireoide e pâncreas.

No contexto do hipertireoidismo, já existe uma produção hormonal exacerbada e a maca peruana pode estimular ainda mais essa produção. Por outro lado, o consumo de maca peruana em cápsulas pode ajudar no equilíbrio hormonal daqueles indivíduos que possuem uma produção insuficiente de hormônio, como no hipotireoidismo. Portanto, é fundamental saber para que serve a maca peruana, pois em casos de hipertireoidismo e, principalmente, hipertireoidismo na gravidez, ela não é indicada.

Passo a passo do manejo do hipertireoidismo na gestação

Estudos indicam que o manejo desse distúrbio da tireoide durante a gestação pode ocorrer da seguinte maneira:

  • confirmação do diagnóstico;
  • discussão do tratamento com o paciente (possíveis efeitos colaterais na gestante, efeito no bebê, amamentação);
  • buscar tornar a gestante eutireoidiana com dose baixa de um medicamento anti-tireoidiano;
  • monitorar a função tireoidiana regularmente durante a gestação (a cada quatro a seis semanas) e ajustar a dose do medicamento antitireoidiano, se necessário;
  • fazer ultrassonografia seriada do bebê;
  • revisar o manejo no pós-parto;
  • examinar o bebê quanto a disfunções da tireoide.

Cada médico terá uma conduta específica conforme as particularidades da gestante. No entanto, sabe-se que o monitoramento frequente da função tireoidiana durante toda a gestação é crucial. Uma abordagem sistemática para o manejo do hipertireoidismo na gravidez garantirá os melhores resultados para a gestação.

Conteúdo escrito por Rafaela Galvão, publicitária pela ESPM-SUL e estudante do 7˚ semestre de nutrição na Unisul. Desenvolve projetos de comunicação e produção de conteúdo para a área da saúde desde 2016.

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